lunes, 19 de octubre de 2009

Paradigmas en la História de la Capoeira


Futebol, carnaval e capoeira: entre as gingas do corpo brasileiro‎ - Página 38de Heloisa Turini Bruhns - 2000 - 158 páginas
Capoeira é um diálogo de opostos; jogar capoeira é uma forma dinâmica. A capoeira deve ter seus próprios paradigmas para se auto-avaliar

Cultura Nacional y Regional versus Gymnastica Nacional (Capoeiragem) y Capoeira Regional

ANGELA TEREZA DE OLIVEIRA CORREA*
A VIDA NOTURNA EM BELÉM: A BOÊMIA POÉTICA 1920/1940
Universidade Federal do Pará/Núcleo Pedagógico Integrado

Na década de 1920, jovens literatos boêmios costumavam se reunir no terraço do Grande
Hotel, no Largo da Pólvora11:
À noite, no terraço do Grande Hotel, debaixo de copadas mangueiras, reuniam-se os grupos habituais. O círculo de conhecidos ia se alargando. Emendava-se, às vezes, com outras rodas. Vinham o Braguinha, o Proença, o Orlando, Clóvis de Gusmão, o Abguar Bastos, ás vezes Nunes Pereira. Discutia-se de tudo. Entravam em comentários os fatos correntes, fofocas, anedotas. (...)12 Outros literatos boêmios reuniam-se pelos “botecos do Ver-o-Peso. Deste grupo, mais
modesto, participavam Paulo de Oliveira, De Campos Ribeiro, Ernani Vieira, Muniz Barreto, Arlindo Ribeiro de Castro, Lindolfo Mesquita, Sandoval Lage e Rodrigues Pinagé13 que pelos
botecos do Ver-o-Peso, bebiam cachaça de 500 réis a dose acompanhada de posta de peixe frito
de 200 réis e farinha d'água de 10 tostões o litro.14
Os dois grupos, apesar das diferenças sociais, que parecia separá-los, pois alguns faziam parte das elites locais, tendo podido freqüentar faculdades do Rio de Janeiro e São Paulo, enquanto outros provinham de famílias mais humildes, comungavam de idéias e projetos de uma cultura "nacional" e "regional". Suas idades variavam entre 16 e 40 anos, é mesmo possuindo os mais diferentes credos estéticos, mantinham, entre si, uma constante integração. O desejo de produzirem uma “cultura nacional”15, baseada nos elementos da “cultura popular” foi capaz de uni-los, assim como as noites de diversão, já que parecem terem sido freqüentes as escapadas de vários integrantes do grupo do Grande Hotel em noitadas suburbanas, onde exercitavam poesia, política e vida amorosa16.

11 FIGUEIREDO, Aldrin Moura de. Eternos modernos: uma história social da arte e da literatura na Amazônia, 1908-1929. São Paulo: UNICAMP/ Tese de Doutorado, 2001. (mimeo), pág. 219.
12 RAUL, Bopp. Belém em 1921. Citado por FIGUEIREDO, Aldrin Moura de. Obra cit. pág. 219.
13 FIGUEIREDO, Aldrin Moura de. obra cit. pág. 220.
14 ROCHA, Alonso Et. All. Bruno de Menezes e a sutileza da transição. Belém: Cejup. Pág. 14.
15 Nas décadas de 20 e 30 do século XX, os intelectuais brasileiros estavam repesando o Brasil. Uma das principais questões focalizadas os levou a refletir sobre as bases para a construção de uma identidade nacional independente de modelos, valores e pensamentos provenientes da Europa, neste momento vista como ultrapassada e decadente, devido às destruições e perdas sofridas durante a Primeira Guerra Mundial. Os elementos que comporiam a cultural nacional, identificando a nação, deveriam ser procurados no interior da cultural popular. Neste sentido o popular torna-se o lócus da autenticidade. OLIVEIRA, Lucia Lippi. A Questão Nacional na Primeira República. In: A década de 1920 e as origens do Brasil moderno. (Orgs) LORENZO, Helena Carvalho de. & COSTA Wilma Peres da. São Paulo: UNESP, 1997, p 185/193. Na década de 1930, sob a égide do estado Varguista, a política cultural implantada procurou inviabilizar as múltiplas práticas culturais existentes no interior da sociedade brasileira que destoavam do conceito de cultura nacional e popular que se desejava implantar. Assim a cultura foi colocada sobre a tutela do Estado definindo-se enquanto “matéria oficial” e o esboço de um projeto de nacionalização paternalista que promovesse a elevação cultural do povo. MENDOÇA, Sônia Regina de. As Bases do Desenvolvimento Capitalista Dependente: da Indústria Restringida à Internacionalização. In: História Geral do Brasil. (Org) LINHARES, Maria Yedda. 9ª Ed. Rio de Janeiro: Campus, 1990, p.344/347.
16 FIGUEIREDO, Aldrin Moura de. Obra cit. pág. 220.

http://www.anpuhsp.org.br/downloads/CD%20XIX/PDF/Autores%20e%20Artigos/Angela%20Tereza%20de%20Oliveira%20Correa.pdf

jueves, 15 de octubre de 2009

1930-RIO- Batuque canto y lucha (competición entre compositores)

NOTA DEL PESQUISADOR: batuque ,verdadeira competição entre os compositores de improviso

Nem Do Morro Nem Da Cidade -‎ - Página 123de José Adriano Fenerick - 2005 - 281 páginas
De repente um dos que puxavam o batuque lançou, despreocupado de ritmo e melodia, uns versos que davam arrepio: É ordem do rei, É ordem do rei Pra matar .
ARTÍCULO:

As palavras de Edison Carneiro em “Antologia do Negro brasileiro” justificam por si sós qualquer estudo que se possa fazer da escravidão no país, “A presença inconfundível do negro, com efeito, invade todos os setores da nossa vida social. As nossas manifestações populares têm como pontos mais altos o samba, as rodas de capoeira, as competições de batuque, as congadas, as eleições de reis do Congo e de juízes de Angola, o folguedo dos quilombos, os maracatus, o frevo, o bumba-meu-boi, os ternos e ranchos, os louvores a São Benedito, em que a influência do negro é decisiva. O homem negro aumentou o quadro religioso da nacionalidade, incorporando ao inconsciente coletivo figuras legitimamente africanas como os deuses Xangô e Ogum, as ninfas Yemanjá e Nanan, os espíritos irrequietos como Exu, até mesmo deuses já tomados de empréstimo a outros povos, como Alá. De um extremo a outro do país encontramos o traço religioso especial do negro no tambor de Mina do Maranhão, nos xangôs de Pernambuco e Alagoas, nos candomblés da Bahia, nas macumbas do Rio de Janeiro, nos paras de Porto Alegre. O negro estendeu a sua influência religiosa a outras religiões e seitas, adaptando-se ao espiritismo com as sessões de caboclo, pondo características fetichistas no catolicismo popular. (...) Produziu o traja característico da baiana e o
camisu dos malês. Trouxe para a culinária nacional pratos de agradabilíssimo sabor, como o vatapá, o caruru, o efó, o acarajé, quebrando a monotonia da carne na dieta do brasileiro. (...) O negro o mulato – os homens abandonados dos morros, das favelas, dos bairros insalubres da cidade – exprimiram o seu sofrimento, a sua desesperança, mas também a sua vontade de viver, na batucada, no maxixe, no choro e no samba- no samba-choro, no samba-canção, no samba de breque, no samba batucada – que hoje são patrimônio comum dos brasileiros.
“Enfim, o negro contribuiu, para o progresso da nação, como um elemento de união, de trabalho, de alegria.”2

2 Edison Carneiro, “Antologia do negro brasileiro”, Rio de Janeiro: Agir, 2005. páginas 9-10.

domingo, 11 de octubre de 2009

Capoeiragem

MINISTÉRIO DA CULTURA
Fundação Biblioteca Nacional
Departamento Nacional do Livro
A ALMA ENCANTADORA DAS RUAS
João do Rio

Nota: Em 1908, iluminada pelas primeiras luzes da modernidade, o Rio de Janeiro já se revelava, aos olhos mais sensíveis, como uma cidade multifacetada, fascinante, efervescente na democracia da ruas. Nesse ano, um cronista lança o livro "A alma encantadora das ruas", em que observa, deslumbrado, as novas relações sociais que se desenham no coração daquela seria mais tarde chamada a Cidade Maravilhosa. Seu nome: João do Rio.
...............— Sim senhor. Capoeiragem é uma arte, cada movimento tem um nome. É mesmo como
sorte de jogo. Eu agacho, prendo V. Sa pelas pernas e viro — V. Sa virou balão e eu entrei debaixo. Se eu cair virei boi. Se eu lançar uma tesoura eu sou um porco, porque tesoura não se
usa mais. Mas posso arrastar-lhe uma tarrafa mestra.
— Tarrafa?
— É uma rasteira com força. Ou esperar o degas de galho, assim duro, com os braços
para o ar e se for rapaz da luta, passar-lhe o tronco na queda, ou, se for arara, arrumar-lhe
mesmo o bauú, pontapé na pança. Ah! V. Sa não imagina que porção de nomes tem o jogo. Só
rasteira, quando é deitada, chama -se banda, quando com força tarrafa, quando no ar para
bater na cara do cabra meia -lua.
— Mas é um jogo bonito! fiz para contentá-lo.
— Vai até o auô, salto mortal, que se inventou na Bahia.
Para aquela lição tão intempestiva, já se havia formado um grupo de temperamentos
bélicos. Um rapazola falou.
— E a encruzilhada?
— É verdade, não disseste nada de encruzilhada?
E a discussão cresceu. Parecia que iam brigar.
http://cultvox.locaweb.com.br/livros_gratis/alma_encantadora_das_ruas.pdf

aprendia capoeira batendo na marreta

FOTO:Golpe de MARRETA ,1909-Lucha de Cyriaco-Sada Miako




Dicionário de arte sacra & técnicas afro-brasileiras: 1407 verbetes‎ - Página 163 de Raul Giovanni da Motta Lody - 2003 - 322 páginas
"Naquele tempo se aprendia capoeira batendo na marreta - um tronco de pau de jenipapo que virava boneco com o acréscimo de cara e braços para dar maior 1407 verbetes‎ -
1 APRESENTAÇÃO DO GLOSSÁRIO
vara, s.f. (A) Ver cacete. “Co’a vara nós cortamo uma vara no mato e : : maiamo. ((iq)) não... nós dizemo uma vara pode cortá de quarqué madera de quarqué mato. ((outra coisa?)) ...marreta? ... marreta tem algum lugar que maiam marreta um coisa assim redondo, né... mais nós istendemo ele no terrero assim isperamo inxugá... e ca vara nós maiamo tudo ele daí nós viramo ele e aventamo por cima... é.”
http://www.ufpa.br/alipa/teses_mestrado/londrina/parte2~1.pdf
NOTA:

Que tem Sussu com a Epifania? Nada. Essas canções, porém, são toda a psicologia de um povo, e cada uma delas bastaria para lhe contar o servilismo, a carícia temerosa, o instinto da fatalidade que o amolece, e a ironia, a despreocupada ironia do malandro nacional.
— Mas por que, continuo eu curioso, põem vocês junto do rei Baltasar aquele boneco de
cacete
?
— Aquele é o rei da capoeiragem. Está perto do Rei Baltasar porque deve estar. Rei preto também viu a estrela. Deus não esqueceu a gente. Ora não sei se V. Sa conhece que Baltasar é pai da raça preta. Os negros da Angola quando vieram para a Bahia trouxeram uma dança cha - mada cungu, em que se ensinava a brigar. Cungu com o tempo virou mandinga e S. Bento.
http://cultvox.locaweb.com.br/livros_gratis/alma_encantadora_das_ruas.pdf




domingo, 4 de octubre de 2009





PINTURA:
Capoeira en Río de Janeiro en 1824 obra de Augustus Earle.


FOTO:kandeka de Angola: Fighting for honor: the history of African martial art traditions in the ... Escrito por M. Thomas J. Desch-Obi http://books.google.es/books?id=HNYwa1VeLIIC&dq=Neves+e+Souza,+Da+minha+Africa+do+Brazil&source=gbs_navlinks_s



Ao som do Berimbau: Capoeira, arte marcial del Brasil‎ - Página 86de Formado Comprido - 220 páginas
Dice Edison Carneiro (Negros Santos): «La lucha movilizaba a un par de jugadores, cada vez. Estos, dando la señal, unían las piernas firmemente

viernes, 11 de septiembre de 2009

1957-Moringue Reunionés prohibido por violento

foto color: http://simoneweb.altervista.org/img/webgallery/reunion/morengue/index.htm


foto: L'école à l'Ile de La Réunion entre les deux guerres Escrito por Paule Fioux, Louis Porcher




libro:
Regards croisés sur le patrimoine dans le monde à l'aube du XXIe siècle Escrito por Maria Gravari-Barbas, Sylvie Guichard-Anguis.






A Capoeira de teimosos e obstinados


LIBRO: (PAG 84)Educação física & capoeira Escrito por André Luiz Teixeira Reis.

Capoeira e Educaçao física

CAPOEIRA E EDUCAÇÃO FÍSICA –UMA HISTÓRIA QUE DÁ JOGO...PRIMEIROS APONTAMENTOS SOBRESUAS INTER-RELAÇÕES*PAULA CRISTINA DA COSTA SILVAMestranda em Educação Física da Faculdade de Educação Física da Unicamp.Bolsista da Capes. E-mail: letpau@yahoo.com.br
IV. OS EMBATES NA CONFIGURAÇÃO DA CAPOEIRA MODERNA E O PAPEL DAEDUCAÇÃO FÍSICA NESTE UNIVERSO
É após o golpe militar, em 1964, que a capoeira vai se reorganizar e fortalecer-se ainda mais, adaptando-se ao novo momento histórico. Com a valorização do esporte como válvula de escape da repressão política, temos o enquadramento desta prática como um esporte de luta genuinamente brasileiro, passando a fazer parte da Confederação Brasileira de Pugilismo, ganhando, enfim... o status de esporte de competição. É neste triste período da história brasileira que a capoeira, uma manifestação popular de expressão de liberdade de criação, entra novamente na perspectiva de controle do Estado, mediante das organizações esportivas.Após a década de 1970, os capoeiristas de forma geral passam a se organizar em grupos, cada qual difundindo suas propostas de trabalho, iniciando na década de 1980 uma luta pelo mercado consumidor de atividades físicas. É também nesta fase que a educação física – antes ligada às práticas corporais voltadas para o adestramento do corpo para a produção – passa a se voltar para as práticas corporais com vistas ao consumo de produtos e valorização do modelo corporal imposto pelo sistema vigente, surgindo com evidência os modelos de corpos mercador e mercadoria11. Com o nascimento dos grupos de capoeira, tendo cada qual sua linha, filosofia,tradição herdada por determinado mestre etc., vemos aumentar a diversidade de sua prática, ao mesmo tempo em que as ligas, federações e a confederação vão lutar pela sua uniformização.Na década de 1980, os ares da abertura democrática invadem o país, propiciando a reorganização de vários grupos sociais e entre eles aqueles ligados à conscientização negra que buscam a valorização das manifestações culturais de origem africana. A partir desse fato, a capoeira angola toma novo fôlego e volta como uma alternativa à capoeira regional, esta já bem influenciada pela capoeira esportivizada. Como conseqüência temos a concorrência, que sempre existiu entreestas duas linhas, acirrando-se ainda mais pelo mercado consumidor. Anos mais tarde, vimos consolidado um sonho para os adeptos da capoeira – luta brasileira: em 1992, é fundada a Confederação Brasileira de Capoeira, sendo sua principal finalidade a exportação do esporte, para fazê-lo participar, num plano de médio a longo prazo, do calendário olímpico.Em meio a todas essas movimentações no sentido de constituí-la em um esporte de competição, há grandes desencontros por parte dos órgãos legais (federações e confederação) e os grandes grupos de capoeira. Todas estas entidades lutam, de acordo com seus interesses, pela disputa da hegemonia – no sentido gramsciano do termo – dentro do universo capoeirístico no âmbito nacional e internacional, gerando conflitos de ordem organizacional entre os mestres de capoeira,professores e praticantes.http://www.rbceonline.org.br/revista/index.php/RBCE/article/view/328/287

BIMBA- Batuque ,Savate ,Jiu Jitsu y otros

WALDELOIR REGO
CAPOEIRA ANGOLA ensaio sócio-etnográfico

SalvadorEditora Itapoan1968
III A Capoeira
.........Num dos diálogos que mantive com o Mestre Bimba, perguntei-lhe por que inventou a capoeira regional, no que me respondeu que achava a capoeira Angola muito fraca, como divertimento, educação física e ataque e 33 defesa pessoal. Então indaguei o que utilizou para fazer a que chamou de regional, que considerou forte e capaz de preencher os requisitos que a capoeira angola não preenche. Respondeu-me que se valeu de golpes de batuque, como banda armada, banda fechada, encruzilhada, rapa, cruz de carreira e baú.(continúación)
http://br.geocities.com/capoeiranomade4/Capoeira_Angola_ensaio_socio-etnografico-Waldeloir_Rego.htm#cap01
(Nestor Capoeira)
Jair Moura (1991, pp.35-36) nos conta que em 1928, Aníbal Burlamaqui lançou seu Gymnastica Nacional (capoeiragem) Methodizada e Regrada (ver "6 - Anexo, iconografia", ilustração 12), que teve bastante repercussão: empenhado em "expurgar da capoeiragem o seu caráter delituoso para transformá-la num esporte", atraiu "muitos jovens da burguesia" e "infiltrando-se (a capoeira) nas camadas mais elevadas da coletividade, valorizou-se, propagou-se". O livro de Burlamaqui, lançado no Rio, teve repercussão até mesmo na Bahia, onde Bimba, "seguindo as pegadas" do autor e favorecido pelo decreto de Vargas que permitia a prática da capoeira "em recinto fechado", vai abrir a primeira academia na década de 1930.125_
É verdade que o baiano Bimba tomou conhecimento do livro do carioca Burlamaqui através de um de seus alunos, e também é verdade que o Rio de Janeiro - muito mais do que hoje em dia - tinha forte repercussão nacional . Mas dizer que mestre Bimba - o criador da capoeira regional - "seguiu as pegadas" de Burlamaqui, deu margem a "interpretações espúreas", talvez um reflexo daquela "luta pela hegemonia nacional" da qual nos falou Letícia Reis. Bimba sempre teve seu próprio rumo - assim com Pastinha, Valdemar e tantos outros -, por ele decretado, e moldado pela realidade baiana do início dos 1900s

Fuente fotos libros: http://saladepesquisacapoeira.blogspot.com/2009/03/bimba-cual-es-la-verdadera-historia.html

LIBRO: (PAG 195)
Artes do corpo Escrito por Vagner Gonçalves da Silva



http://books.google.es/books?id=ErbacXYBB0cC&dq=Clube+de+Uni%C3%A3o+em+Apuros&as_brr=3&source=gbs_navlinks_s

afirmación de Coelho Neto em 1910 repetida por Bimba en 1965 y 1972

RECORTE DE PRENSA:Sin fecha y sin fuente:




de Vagner Gonçalves da Silva - 2004 - 252 páginas
Repetindo uma afirmativa feita por Coelho Neto em 1928, Bimba ressaltou que a capoeira deveria ser ensinada "nos colégios e quartéis".

Jorge Amado-Memorias de viagem- Brasil 1960

"Pratica-se na Bahía uma especie de luta dança com os pés e as maos,um espectáculo bonito,análogo á prática francesa que precedeu o boxe clássico inglés,os adversarios dançan tendo como objetivo nao machucar o outro,chegando tao próximo quanto possivel dele- é necessaria muita astucia e habilidade.Agora,á noite,nas ruas desertas,travan-se outras lutas,a faca,a serio,e os inimigos acabam se matando uns aos outros".
Simone de Beauvoir-Brasil 1960
http://www.fundacaojorgeamado.com.br/memoriais_de_viagens.htm

1969-Reflexiones de Pastinha y Jorge Amado

Journal :Bimba no Rio de Janeiro :https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjA5GojblUvQfQb2tQleUMba1IrngFTxtm50nOleqszl37bPbv-UjFs9EzZLF_JgOn283V5d6btXGhMetUxl4wWbgYw8xOZd-tclVhShTGAIzXX3dRL7tSDOdHgP9Wtavun5ZSe1wL4f5Qe/s1600-h/sinhozinho.gif
foto:Pastinha e Jorge Amado.


..............No entanto, essas novas representações da luta afro-brasileira, que a integraram à esfera do folclore e ao contexto das exibições turísticas, alteraram a sua maneira de ser praticada. A capoeira começou a ser vista como um espetáculo, o que a levou a um flagrante processo de pacificação. Essa mudança pode ser sentida no próprio discurso de mestre Pastinha:
No começo é que foi bom, capoeira era luta mesmo, era briga mortal. Por isso é que não pode ser esporte (...). Para o capoeirista brigar, tem que dar o golpe com força mortal. Por isso que agora se faz o jogo de capoeira à distância maior que o normal, mais lenta, para não acertar, para não matar ninguém. (O Estado de São Paulo, 16 de novembro de 1969.

...............O escritor Jorge Amado também reage às transformações realizadas por Bimba, publicando o seguinte trecho, em que afirma abertamente a sua posição:


Trava-se atualmente nos arraiais da capoeira na Bahia uma grande discussão.Acontece que mestre Bimba foi ao Rio de Janeiro mostrar aos cariocas da Lapa como é que se joga capoeira. E lá aprendeu golpes de catch-as-catch-can, de jiu-jitsu, de boxe. Misturou tudo isso à capoeira de Angola, aquela que nasceu de uma dança dos negros, e voltou à sua cidade falando numa nova capoeira, a “capoeira regional”. Dez capoeiristas dos mais cotados me afirmaram, num amplo e democrático debate que travamos sobre a nova escola de mestre Bimba, que a “regional” não merece confiança e é uma deturpação da velha capoeira “angola”, a única verdadeira. (Amado, 1958: 185)




nota del pesquisador :
Andre Luiz Lacé Lopes: ATLAS - Capoeiragem
Escrito por Andre Luiz Lacé Lopes
Terça, 10 Janeiro 2006

1944 AMADO, Jorge. Bahia de todos os santos (1º Edição). 21a. edição revista e atualizada. São Paulo: Martins, 1971. O livro foi publicado pela primeira vez no ano de 1944. Como todas as obras de Jorge Amado, esta também vem sendo reeditada constantemente e lançada em várias outras línguas pelo mundo afora. A partir da 22º edição, entretanto, um substancial e revelador parágrafo foi suprimido. Justamente o que menciona uma visita de Mestre Bimba ao Rio de Janeiro onde foi surpreendido pela alta eficácia da capoeira carioca. Especialistas em Bimba e em Amado defendem que o trecho foi apenas uma fantasia do grande escritor.

1957-Moringue Reunionés prohibido por violento

foto color: http://simoneweb.altervista.org/img/webgallery/reunion/morengue/index.htm


foto: L'école à l'Ile de La Réunion entre les deux guerres Escrito por Paule Fioux, Louis Porcher




libro:
Regards croisés sur le patrimoine dans le monde à l'aube du XXIe siècle Escrito por Maria Gravari-Barbas, Sylvie Guichard-Anguis.






“Os negros lutam suas lutas misteriosas: Bimba é o grande rei negro do misterioso rito africano”.



Reportaje de la década de 40, realizado por Ramagem Badaró (1980: 47-50):
¿Cuál es el toque? - São Bento Grande Repicado, Santa Maria, Ave Maria, Banguela, Cavalaria,
Calambolô, Tira-de-lá-bota-cá, ¿Idalina o Concepción de la Playa? - Bimba pensó rápidamente y
dijo: - Toque Amazonas y después Banguela. Los berimbaus comenzaron a tocar. El criollo se aproximó y Mestre Bimba le estrechó la mano. Y el pueblo comenzó a acompañar el tin-tin-tin de los berimbaus, aplaudiendo. Bimba balanzó el cuerpo y cantó: El día en que yo amanezco, Dentro
de Itabaianinha, Hombre no monta caballo, Ni mujer acuesta gallina, Las monjas que están rezando, Se olvidan de la ladainha. Pero el criollo no se quedó atrás y cantó, bamboleando el cuerpo en el compás de los berimbaus. La iúna es mandinguera, Cuando está en el bebedor, Fue sabia y es ligera, Pero capoeira mató. Palmas festejaron la respuesta del criollo. Sin embargo, Bimba no dio tregua a la victoria del otro. Y respondió: Oración de brazo fuerte, Oración de San Mateo, Para el Cementerio van los huesos, Sus huesos no los míos. Nuevamente el Pueblo aplaudió y cantó el estribillo de la capoeira: Zum, zum, zum, zum, Capoeira mata un, Zum, zum, zum, zum, En el terrero queda uno. El criollo, sin embargo, no dejó caer el cuarteto de Mestre Bimba y replicó: Y yo nací un sábado, El domingo me crié, Y el lunes, La capoeira jugué. La multitud gritó viva y aplaudió a los dos luchadores en el centro del círculo. Una negra comentó: - Buen muchacho! Se es tan bueno en la lucha como lo es en el canto, es bueno para Bimba. […] Había vencido la lucha. El pueblo invadió el terrero aplaudiendo al rey de la
capoeira. Bimba abrazó al adversario. Y el criollo demostró que era verdaderamente un hombre.
Cantó: San Antonio pequeñito, Amansador de burro bravo, Amánsame en capoeira, Con setenta
mil diablos. A Bimba le gustó el elogio y retribuyó, cantando: Yo conocí a un camarada, Que cuando nosotros andemos juntos, No va haber cementerios, Para que quepan tantos difuntos.


libro:BADARÓ, Ramagem. “Os negros lutam suas lutas misteriosas: Bimba é o grande rei negro do misterioso rito africano”. In Capoeiragem - Arte e Malandragem. Jair Moura, ed. Cadernos de Cultura 2. Salvador: Secretaria Municipal de Educação e Cultura, Departamento de Assuntos Culturais, Divisão de Folclore. 43-55, 1944.

BRASIL--DR. JOSÉ "CISNANDO" LIMA

Se tiende a creer que Cisnando fue el primer discípulo de Bimba. Cisnando se telefoneaba a menudo con A. Burlamaqui; fue a estudiar a Bahía; procedía de Ceará donde su padre tenía una hacienda en la que trabajaban coreanos(¿JAPONESES?); Cisnando estaba casado con una coreana(¿jAPONESA?). Hay una gran coincidencia entre los colores que implantó Bimba para las graduaciones de alumnos con las de la lucha coreana denominada Taekyon(¿karate?) que mantiene la misma corporalidad que la Capoeira pues en sus gestos, aparece la ginga pero en forma invertida, como era trabajada por A. Burlamaqui. Se presentan aquí nuevos indicios de multiculturalidad de la Capoeira.
1930-40-Encuentro de Cisnando y Bimba en Bahía.
1935-Bahia-Bimba exhibe sus alumnos en un evento de lucha de Capoeiragem-Cash Cash.http://saladepesquisacapoeira.blogspot.com/2009/03/1935-andre-jansen-em-salvador.html
1936-Cisnando-Curso de Capoeira com Bimba, Ruy, Delfino-Club Unión en Apuros.
http://www.portalcapoeira.com/capoeiradabahia/index2.php?option=com_content&do_pdf=1&id=234
1943- Cisnando regresa a Ceará hasta 1950 que regresa a Feira de Santana.Ba. .http://saladepesquisacapoeira.blogspot.com/2009/06/dr-jose-cisnando-lima-pedra-fundamental.html

Getulio Vargas y la Capoeira

Nota del Pesquisador: El peor error de un Gobernante u Organismo Público o Privado es, por intereses própios certificar Cualificación Técnica o Profesional sin pasar por un Plan de Formación. Podemos ver el caso de Mestre Bimba que por falta de Formación en el aspecto Deportivo-Educativo, no consiguió desarroyar; en el ámbito de los objetivos de la Carta Olímpica ,un trabajo de calidad. Hoy aún tenemos grandes grupos de Capoeira ,herederos del trabajo de Bimba a los que no les interesa para nada el Movimiento Olímpico ya que este logro tiraría por tierra ese "extraño trabajo de percibir y no dar nada" a cambio para las generaciónes venideras contra el interes de una capoeira globalizada y olímpica .Cuando los discípulos de estos grupos sean capacer de percibir esta realidad creo que sus líderes deberán "Pegar o Berimbau nas costas e desaparecer".
Las Relaciones entre la Capoeira y la Educación Física en el Transcurso del Siglo XX Paula Cristina da Costa Silva
.........Es interesante mencionar que los mestres de Salvador realizaron interpretaciones propias sobre la Educación Física y el deporte, relacionándolos con la práctica de la capoeira,como podemos notar en las palabras de mestre Pastinha 10:
“[...] con franqueza, ya es tiempo de cuidar al deporte. Mi objetivo no era ser mejor que los camaradas, sino valorizar al deporte”11. O en las explicaciones de mestre Bimba, para legitimar su método de enseñanza:
“Tengo en la pared una autorización de la Secretaría de Educación. Soy profesor de cultura física. Nadie se puede meter conmigo”12. Así, jugando con los intereses gubernamentales y defendiendo la práctica de la capoeira de forma democrática13, vemos prevalecer, a partir de la década de 1930, a la pedagogía popular14 para la enseñanza de esta manifestación cultural.

(10) Vicente Ferreira Pastinha, el Mestre Pastinha, y Manuel dos Reis Machado, el Mestre Bimba, fueron íconos de la capoeira bahiana y lograron el éxito en la lucha para la retirada de la capoeira de la lista de actividades incluidas como contravención penal, en 1890, consiguiendo su reconocimiento por la sociedad brasileña, a partir de la década de 1930.
(11) FILHO, 1997 apud Pires, 2001, Op. cit., p. 282
(12) ABREU, 1999, Op. cit., p. 30.
(13) Tal como cantaba Mestre Pastinha y otros mestres contemporáneos: “Capoeira é para homem, menino e mulher. Só não jogo quem não quer” (Capoeira es para hombre, niño y mujer. Solamente no juega quien no quiere).
(14) Término sugerido por Letícia Vidor de Souza Reis (1997) para designar las diferencias entre una pedagogía generada por los mestres de la capoeira denominada popular y otra denominada erudita emanada del área de Educación Física e infl uenciada por el sistema social hegemónico de la época.

http://www.mre.gov.br/dc/espanol/textos/revistaesp14-mat14.pdf
Em 1937, o Centro de Cultura Física foi reconhecido pelo Estado e o seu responsável, Mestre Bimba,obteve registro oficial assinado pelo Dr. Clemente Guimarães, Inspetor Técnico do Ensino Secundário Profissional do Estado da Bahia. Este documento garantiu ao mestre o título de diretor do curso de EducaçãoFísica o qual legalizava a prática da capoeiragem em sua escola (REGO, 1968: 392). O grupo que passou aseguir essa vertente ficou conhecido como “capoeira regional” e tornou-se alvo de críticas dos intelectuais da época, a exemplo de Edson Carneiro e Jorge Amado12.
http://www.uesb.br/anpuhba/artigos/anpuh_I/josivaldo_pires_oliveira.pdf
otra cita:
Mestre Bimba, o criador da Capoeira Regional, contribui para o assunto de uma maneira toda peculiar, quando em sua Academia de Capoeira Centro de Cultura Física Regional - CCFR, muitas vezes, disse ser a Capoeira, por si só, uma excelente forma de ginástica.
Inclusive, em 1937, registrou o CCFR na Secretaria de Educação Saú- de e Assistência Pública da Estado da Bahia.
Angelo Decanio Filho (Decanio), ex-aluno de Mestre Bimba, uns dos mais antigos e participativos, ainda em atividade, relata em seu livro A herança de MESTRE BIMBA (1996), no tópico intitulado "como surgiu a regional", que:
...Sr. Manoel dos Reis Machado... ...recebeu do Ministério da Educação... ...0 indispensável "diproma"... ... de Instrutor de Educação Física...
...devidamente assinado... ...pelo Or. Gustavo Capanema!
(Oecanio, 1996, 161)

Centro de Cultura Física Regional da Bahía




FOTO:Alguns mestres que passaram pelo Centro de Cultura Física Regional da Bahia

•1933 - Fundación el 5 de noviembre, por intervención de Aníbal Burlamaqui del Departamento de Lucha Brasileña (Capoeiragem) de la Federación Carioca de Boxeo
1936--Fundación del Departamento de Lucha Brasileña (Capoeiragem) de la Federación Paulista de Pugilismo, el 4 de noviembre, por influencia de Aníbal Burlamaqui.
1937 -. Mestre Bimba funda el Centro de Cultura Física y Lucha Regional, a través del Alvarán Nº 111 del 9 de Julio, de la Secretaría de la Educación, Salud y Asistencia de Salvador. Enfocando su trabajo en el campo deportivo, obtiene aceptación social, pasando a enseñar a las elites económicas, políticas, militares y universitarias 12.
• 1940 - Decreto 2848. Instituyó el nuevo Código Penal Brasileño. En el mismo no es citada la Capoeira. A partir de esta fecha el uso de la palabra "Capoeira" fue liberado.
• 1941 - Decreto 3.199 firmado por el presidente Getúlio Vargas, el cual estableció las bases de la organización de los deportes en Brasil. A través del mismo fue constituida la Confederación Brasileña de Pugilismo que ya en su fundación tuvo Departamento Nacional de Lucha Brasileña (Capoeiragem) 12.1, que fue el embrión de la Confederación Brasileña de Capoeira. Este fue el primer reconocimiento deportivo oficial de la modalidad.
http://www.capoeira-fica.org/Cronologia.htm


Hoy es posible.....................

NOTA DEL PESQUISADOR: De acuerdo con el artículo abajo redactado del Sr. A.L.Lacé donde indica que Ciríaco tenía un recurso "Jamás comprobado" para ganar la lucha a Sada Miyaco;hoy tenemos que afirmar que en aquella fecha ya se conocía en savate,el jiu jitsu y otras artes de lucha en Brasil, pero en aquella época nadie prestó atención a quienes trajeron a Brasil artes marciales que hoy se presentan en Martinica como el Ladja o Danmyé ó en la Isla de Reunión como el Moringue ó el Diamanga de Madagascar http://saladepesquisacapoeira.blogspot.com/2008/09/diamagaarte-marcial-de-madagascar.html (y la Ringa) hoy perdido y en proceso de rescate. Este recurso, repetido por Bimba, independientemente de la influencia de Cisnando en él, se repite seguramente por las enseñanzas del Capitán Bentinho que por su condición de Marino aprendería algunos movimientos de estas artes anteriormente indicadas y que hoy se presentan en Brasil como la Capoeira Regional, de idéntica corporaleidad que las anteriores, con excepción del Diamanga que no se aculturó con la tradición Bantú de Africa Oriental sinó que mantiene la corporaleidad original Malaya . Ver vídeos antiguos de estas artes marciales mencionadas: http://salavideofica.blogspot.com/
CIRÍACO, HERMANNY, ARTUR E HULK
André Luiz Lacé Lopes
Jornal dos Sports - Rio
03 de Set. l995

"Francisco da Silva Ciríaco, mais conhecido como Macaco Velho, nascido em Campos, foi um dos mais afamados capoeiristas na Cidade do Rio de Janeiro, na virada do século 19 para o 20. Era o mestre preferido pelos acadêmicos de medicina, fenômeno que se repetiu na Bahia, décadas mais tarde, com Mestre Bimba. Foram esses estudantes que insistiram no confronto da Capoeira (Macaco Velho) com o jiu-jitsu (Sada Miyako, campeão japonês). Evento que acabou ocorrendo, no dia 1º de maio de 1909, com um fulminante desfecho: aplicando um literalmente surpreendente rabo-de-arraia, Ciriaco encerrou a luta em alguns segundos.
Mesmo existindo uma versão - jamais comprovada - de que Ciriaco teria utilizado um recurso, digamos, de rua, mesmo assim, luta é luta, vale-tudo é vale-tudo, e ninguém jamais poderá negar o mérito da vitória."
Do Livro "A Volta do Mundo da Capoeira", de André Lacé. Com base no artigo publicado no Jornal dos Sports, Rio (03, set. l995) e republicado, em jan/2001, no site do CONI/BRASILE/AICS.
Nota del pesquisador:"Seguir en el libro la expresión siguiente:"A capoeiragem ,cuja verdadeira origem nao e conhecida"

LIBRO: Italianos no Brasil Escrito por Franco Cenni:http://books.google.es/books?id=4hECxprAkAoC

Bimba e Bamba

foto: Capoeira: a history of an Afro-Brazilian martial art Escrito por Matthias Röhrig Assunção.
A construção do valor social da capoeira inaugurava, assim, novas perspectivas de
desenvolvimento, ao passo que ela ia se afastando, gradativamente, das periferias. Nesse contexto, emergem outras possibilidades de exploração das suas características: atividade
cultural47, espetáculo de luta48, fonte de pesquisa, modalidade de autodefesa, atividade de
ginástica49, prática de lazer50. Como mostra Rêgo (1968),
............ o jôgo da capoeira se fazia nos engenhos, no local de trabalho, nas horas vagas e nas ruas e praças públicas, nos dias de festas, sempre em recinto aberto. Em nossos dias, não há mais engenho; no local de trabalho, como o Cais do Pôrto, não se joga mais e nas ruas e praças públicas do centro só em dias de festa. Joga-se capoeira em recinto fechado em Palácio do Govêrno,
nas academias, nos salões oficiais, nos clubes particulares e nas ruas e praças públicas, onde se realizam festas populares. Espontâneamente, independente de qualquer circunstância, joga-se capoeira em ambiente aberto, na Estrada da Liberdade, Pernambués, Cosme de Farias, Itapuã e outros bairros bemafastados do centro da cidade. (Ibidem, p. 47)


47 Abordagem da capoeira sob uma perspectiva folclórica.
48 Abreu (1999), em Bimba é bamba, trata a relação entre capoeira e luta de ringue. A obra retrata uma época,1936-37, em que, para que a capoeira ganhesse destaque social e prestigio como defesa pessoal, foram necessários muitos espetáculos de luta. Vejamos o depoimento do Mestre Bimba, extraído do livro A Regional não é luta para rink: “Ela não obedece às regras convencionais nos encontros pugilísticos, é uma luta para as situações decisivas e na sua ação tudo vale – por isso sua exibição em público nesse sentido torna-se-ia de uma ação bárbara que provavelmente provocaria a reação dos espectadores e intervenção da polícia. Que seja praticada quase sem acidentes entre os seus amadores, justifica-se; é uma luta que exige perfeito domínio de corpo e seus praticantes sabem controlar os golpes nos treinamentos para evitar possíveis ações desastrosas, Fazer isso no rink, será o mesmo que se por à mercê do adversário.” (A Tarde, 7/2/46 in ABREU, 1999, p. 95).
49 Os principais responsáveis pela divulgação dessa perspectiva, antes da legalização da capoeira, foram ODC (1907) e Aníbal Burlamaqui (1928). A associação entre capoeira e ginástica, entretanto, expressa uma
compreensão equivocada dos dos autores quanto ao sentido essencial da ginástica que, segundo Langlade & Langlade (1970), é a exercitação do corpo (do grego, Gimnus – exercitação do corpo nu). Sob nossa perspectiva, a capoeira, como luta, possui por princípio essencial o agonismo, não a exercitação do corpo.
50 Sob essa perspectiva, vemos a capoeira como jogo, de caráter lúdico-beligerante. Na Bahia, muito presente nos momentos de ócio dos trabalhadores portuários. Atividade que, na atualidade, com a reestruturação do trabalho, é cada vez mais rara para esse trabalhador
.


http://74.125.77.132/search?q=cache:_wjVUz6CyvUJ:portalcapoeira.com/Download-document/A-CAPOEIRA-NA-SOCIEDADE-DO-CAPITAL+cisnando+capoeira+santa+barbara&cd=7&hl=es&ct=clnk&gl=es
CITA:
Capoeira: The Jogo de Angola from Luanda to Cyberspace, Volumen 2‎ - Página 23Gerard Taylor - 2007 - 531 páginas
... de Reserva at the Forte do Barbalho. The officers at the Forte do Bar- balho were particularly interested in the Curso de Emboscada (ambush course). ...